Os pequenos, desde pequenos, são alucinados por velhinhos. São do tipo que dão abraços gratuitos e se oferecem para carregar sacolas nas ruas. Acho que rola uma certa identificação entre eles, o que me dá muitíssimo gosto.
Outro dia, no carro, enquanto eu estava perdida em pensamentos escaldantes de gente grande, João apontou para um casal de velhinhos que esperava a sua vez de atravessar a rua:
- Olha, mãe, que bonitinho aqueles dois velhinhos de mão dadinha...
Sorri e concordei, eram muito bonitinhos mesmo. Perguntei o que mais ele tinha achado bonitinho na cena, além das "mãos dadinhas".
- O casaquinho e o cabelinho de algodão dela. E o tênis dele, está parecendo um rapazinho.
Ele é tão humano que chega a ser divino.
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Faminto
Enquanto eu levava um irmão ao hospital para descobrir do que se tratavam as tais dores misteriosas, o irmão-igual foi ficando na casa da professora particular e acabou almoçando por lá.
Faminto como sempre, voltou para a casa satisfeito:
- Mãe, comi a melhor comida da minha vida.
- Que bom, filho. O que tinha de especial?
Como se estivesse diante do maior banquete de todos os tempos, começou a enumerar:
- Folhas. Amendoim. Frutas. Batata doce. E um feijão desconhecido. Como é que chama mesmo?
- Não sei, eu não estava lá.
- Len..., lena... ah, lentilha.
Faminto como sempre, voltou para a casa satisfeito:
- Mãe, comi a melhor comida da minha vida.
- Que bom, filho. O que tinha de especial?
Como se estivesse diante do maior banquete de todos os tempos, começou a enumerar:
- Folhas. Amendoim. Frutas. Batata doce. E um feijão desconhecido. Como é que chama mesmo?
- Não sei, eu não estava lá.
- Len..., lena... ah, lentilha.
sábado, 16 de novembro de 2019
Malandro
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Segunda chance
- João, por favor, pegue um pano na cozinha para mim?
- Tou...
- Hã?
- Outra chance, vamos lá: Tou...
- Ah, Toucinho...
- Agora sim.
- Tou...
- Hã?
- Outra chance, vamos lá: Tou...
- Ah, Toucinho...
- Agora sim.
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Engraçadinho
O baixinho-grande entrou na fase de não perder a piada. Propus:
- Vamos todos almoçar como a família feliz que somos?
- Só falta a felicidade.
E caiu na gargalhada, feliz da vida.
- Vamos todos almoçar como a família feliz que somos?
- Só falta a felicidade.
E caiu na gargalhada, feliz da vida.
Codinome
Ainda em crise com o nome, o pequeno me veio com mais essa:
- Mãe, me chama de um apelido carinhoso?
- Tipo qual, João?
- Pode ser toucinho.
- Toucinho?
- Sim. E quando você estiver brava, pode me chamar de touço mesmo.
- Mãe, me chama de um apelido carinhoso?
- Tipo qual, João?
- Pode ser toucinho.
- Toucinho?
- Sim. E quando você estiver brava, pode me chamar de touço mesmo.
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
segunda-feira, 8 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Filosofando
O baixinho-grande estava almoçando com aquela boca que faz a fome da gente até aumentar. Entre uma garfada e hoje, ele filosofou:
- Bobagem isso de achar comida ruim. Não existe comida ruim.
- Como assim, Pedro?
- Existe comida que determinadas pessoas não gostam. Mas nem por isso ela é ruim.
- Faz sentido, filho.
- E se você não gosta, tem sempre uma chance de passar a gostar. Porque a gente muda de opinião tantas vezes, por que não mudar com comida também?
Alguém me empresta um pouco de maturidade para lidar com esse menino, por favor?
- Bobagem isso de achar comida ruim. Não existe comida ruim.- Como assim, Pedro?
- Existe comida que determinadas pessoas não gostam. Mas nem por isso ela é ruim.
- Faz sentido, filho.
- E se você não gosta, tem sempre uma chance de passar a gostar. Porque a gente muda de opinião tantas vezes, por que não mudar com comida também?
Alguém me empresta um pouco de maturidade para lidar com esse menino, por favor?
terça-feira, 25 de abril de 2017
O super sincero
João andou fazendo terapia devido a uma agressividade mal canalizada. Expliquei que aquelas sessões eram para ajudá-lo a trabalhar melhor com o sentimento de raiva. Ele, resignado, entregou-se ao tratamento e conquistou avanços que lhe garantiram a alta em alguns meses.Ontem, para a minha surpresa, ele veio pedir:
- Mãe, eu quero voltar pro psicólogo.
- Por que, meu filho?
- Tem umas horas que eu tenho muita vontade de bater nas pessoas.
Quem nunca?
quarta-feira, 19 de abril de 2017
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Dramático
quarta-feira, 29 de março de 2017
domingo, 16 de outubro de 2016
Diferenças
Os dois tomavam banho juntos. Ao final, cada um recebeu uma muda de roupa para vestir. Incomodado com as peças que lhe foram dadas, Davi protestou:- Não quero essa. Não gosto de blusa com o sovaquinho de fora.
João prontamente se apresentou:
- Então me dá. Adoro blusa com o sovaquinho de fora.
Trocaram as roupas e desfilaram felizes, cada qual com o seu sovaquinho.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Nocaute
Pedro tinha jogo depois da aula e se esqueceu de que precisava estar com meião branco. Ele olhou para os irmãos e viu que o Davi, dono do chulé mais poderoso da face da Terra, estava usando uma desde cedo, que tinha sido branca um dia. Necessitado, ele ignorou todo o chorume e rapidamente trocou de meia com o seu cúmplice.
Venceu o jogo.
Por nocaute, imagino.
Venceu o jogo.
Por nocaute, imagino.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Réu confesso
Dramático
João voltou da escola bem cabisbaixo. Perguntei o motivo e ele começou o desabafo:
- Esqueci aquele para casa que era uma pesquisa, lembra?
- Nossa, é mesmo! Estava na sua agenda, na semana passada. E aí?
- A professora brigou comigo, uai.
- Quer que eu escreva um bilhete explicando que eu também esqueci?
- Ela falou que nem adianta, porque quem tinha que lembrar era eu (ui!).
- Ela está certa. Uma pena, filho. Vamos ficar mais atentos da próxima vez, né?
Ele, dramático, sentenciou:
- Nem vai ter próxima vez. Eu vou tomar bomba por causa disso, eu sei.
- Esqueci aquele para casa que era uma pesquisa, lembra?
- Nossa, é mesmo! Estava na sua agenda, na semana passada. E aí?- A professora brigou comigo, uai.
- Quer que eu escreva um bilhete explicando que eu também esqueci?
- Ela falou que nem adianta, porque quem tinha que lembrar era eu (ui!).
- Ela está certa. Uma pena, filho. Vamos ficar mais atentos da próxima vez, né?
Ele, dramático, sentenciou:
- Nem vai ter próxima vez. Eu vou tomar bomba por causa disso, eu sei.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Ser diferente é normal
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