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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Plano infalível

- Mãe, tive duas brilhantes ideias.
- Quais, Pedro?
- Pensei em combinar com todo mundo de ir no último dia de aula de chinelo. A escola não ia poder suspender ninguém, porque todo mundo já estaria de férias - deu uma risadinha sarcástica.
- Nossa, que gênio. E a segunda ideia brilhante? - perguntei, irônica.
- A segunda foi desistir da primeira, porque tenho certeza que você não ia nem me deixar passar pela porta de casa desse jeito.

Nada como conhecer a mãe que se tem, não é mesmo?

sexta-feira, 31 de março de 2017

Duplinha




Há sete anos eles resignificam diariamente a palavra maternidade.


Obrigada, meus pequenos!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Desavisado

No carro, na volta da palestra entediante, puxei papo com a galera desanimada:

- Meninos, gostaria de agradecer a paciência de vocês. Sei que o que fizemos hoje não é programa de criança. Considerem esse ato como a dose de sacrifício de vocês por mim, hoje.

Vivi, muito desavisado, soltou a pérola:

- E você, qual é a sua dose de sacrifício por nós?

Ouviu o sermão mais longo da história da humanidade.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Diário da Mãe da Alice

Alice é uma florzinha pra lá de especial. Prematura extrema, enxerga o mundo com olhos que sequer podemos imaginar. Sua mãe, Mariana Rosa, assim como eu, encontrou forças na escrita para lidar com esse turbilhão chamado maternidade. No caso dela, a maternidade atípica.

Certo dia, apresentei alguns vídeos da Alice para os pequenos daqui. Eles foram tocados pela luz que emana daquela família linda e, desde então, passaram a comemorar cada conquista dessa pequena grande criança como se fosse deles próprios.

Ontem, tivemos a oportunidade de conhecer a mãe da Alice em uma roda de conversa proporcionada pela escola sobre o Dia da Mulher. Mariana, solidária que só ela, compartilhou um pouco da sua experiência e nos ensinou que o contrário da doença não é a saúde, é o amor.

A vida de superação virou livro, o Diário da Mãe da Alice, que caiu em minhas mãos como um bálsamo da maternidade real. Indico para todas as mães, que, em meio às dificuldades, às vezes só precisam de um sopro de esperança para seguir adiante.

Sim, vale a pena.
Persistamos.


quarta-feira, 1 de março de 2017

10 anos

Março é mês de aniversário triplo aqui em casa. O tempo vai passando e lá se vão dez anos de maternidade, esse furacão que virou minha vida do avesso. Muito aprendizado, muito choro, muita amizade. Sobretudo, muito amor.

Hoje, acordei saudosa, com medo de piscar e me deparar com a comemoração de 20 anos. Medo ou desejo, nem sei dizer. O certo é que tudo fica mais leve com tantas pessoas especiais que Deus coloca no nosso caminho. A vocês, queridxs amigxs, o meu muito obrigada!



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mãe perfeita



- Mãe, você é tão linda que o seu cocô deve ser branquinho e macio.


E cheiroso também, João.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pedacinho que faltava

Nosso pacotinho de amor, sobrinho número 7, chegou nos ensinando que a pressa não leva a lugar nenhum. Que ninguém controla o relógio, tampouco a intuição de uma mãe. Que não existe regra, que não precisa por quê, que a vida simplesmente renasce todos os dias, esplêndida.

Ele chegou para confirmar que filho de irmã é pedacinho da gente também, por quem vale a pena esperar cada segundo da sua boa hora. Ele completa aquilo que a gente nem sabia que faltava.

Ele é assim, simplesmente ele.
E a titia ama até o último dedinho do pé do pequeno Arthur.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Codinome

Há muito tempo, o baixinho-grande é chamado de Lacerda pelos colegas da escola. Sobrenome que eu acho um charme, por sinal. Em público, passei a adotar a nomenclatura também. Um dos coleguinhas achou o fato curioso:

- Olha, gente, até a mãe do Lacerda chama ele de Lacerda.

Pode deixar, tico-tico, eles nunca saberão a verdade.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cheirinho de neném novo

Ando sumida, eu sei.
Mas tudo tem um por quê.

Pausa para o suspense.
Pronto, chega.

É que meu quarto filho nasceu há três meses. :)
Estou na conchinha, lambendo a cria.
A boa notícia é que a licença-maternidade está terminando e logo poderei retornar às minhas atividades normais.

Torçam por nós.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Sonho meu

Ontem à noite, na volta do futebol, não precisei mandar ninguém tomar banho; não precisei mandar ninguém jantar sem enrolação; não precisei mandar ninguém escovar os dentes; não precisei mandar ninguém se deitar na hora certa. 

Ontem, especialmente ontem, meu sonho começou antes que eu dormisse. 

Nossa Senhora das Mães de Causas Impossíveis, conserve esse milagre, amém. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Piedade, Senhor!

Só uma coisa a dizer sobre os deveres de casa da duplinha nessa fase de alfabetização:

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

sábado, 5 de dezembro de 2015

Masoquismo

Pedro começou a sua coleção de uniformes autografados pelos colegas no último dia de aula.
Confesso que ver o meu baixinho crescendo dá uma fisgadinha dolorida no peito.
Uma deliciosa fisgadinha dolorida no peito.
Vai entender o coração masoquista de mãe...


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Bons motivos

- Eu gosto da sua gargalhada, mãe.
- Sério, Pedro?
- Gosto muito. Pena que você gargalhe tão pouco.
- É que a vida é dura, filho... Nem sempre a gente tem motivo para gargalhar.
- Posso te ajudar com cosquinha, se você quiser.

Pois saiba que de todos os motivos que tenho para sorrir, filhinho, você e seus irmãos são os maiores deles.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Decrescendo

Pedro, refletindo sobre o amargor da vida adulta, me fez essa desconcertante pergunta:

- Mãe, quando foi que você desaprendeu a brincar?

Não sei bem quando foi, querido.
Mas sempre há tempo para reaprender.
Você me ensina?


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Caim e Abel

Pedro e João têm se estranhado, ultimamente. Começa com a provocação de um e termina com os pontapés do outro. Os arranca-rabos têm sido cada vez mais sérios e resultam em castigos severos para os dois. Quase morro com isso, porque acho que não tem nada mais triste do que irmãos brigando. Eu tenho a sorte de ter os melhores do mundo, companheiros de uma vida inteira de alegrias e tristezas. Quero muito que os meus também desfrutem desse privilégio.

Tomara que eles queiram também.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A amamentação e seus fantasmas

A jornalista Fernanda Gentil postou um desabafo sobre a idealização da amamentação, tema que até hoje me dá arrepios. Posso fechar os olhos e sentir de novo a angústia de esperar pelo leite que não desce. Meu peito ainda lateja ao lembrar a dor do leite empedrado. E a sensação de incompetência a cada complemento de mamada? E o desespero que dá quando as casquinhas recém-formadas das fissuras dos mamilos são cruelmente arrancadas por boquinhas famintas e sem dentes? O que dizer dos palpites, que vêm aos montes, de todos os lados?

Enquanto estava nesse suplício, só conseguia pensar: onde estavam os sinos badalando e os anjos abençoando aquele momento tão mágico? Onde estava o prazer quase orgásmico que as mulheres diziam sentir? Por que eu não conseguia achar bom o fato de ser a única fonte de alimento dos meus filhos? Não sei. Simplesmente não foi para mim. Acho que não é para um monte de gente.

Leite materno é importante? Sim. Tão importante que merece toda a dedicação da mãe, mesmo quando ela achar que não tem mais forças. Mas, quando as forças realmente acabarem, essa mãe precisa de compreensão. Muito mais do que a criança precisa do leite materno. A maternidade já é uma tarefa difícil demais para ser agravada pela crueldade dos julgamentos dos outros. Nessa hora, é a mãe que precisa de colo.
Foi o que me faltou.

Hoje, passados tantos anos, vejo que sobrevivemos bem à tempestade.
Os meninos são fortes e saudáveis. O mesmo posso dizer de mim.
Pena que custe tão caro.


Fernanda Gentil, dê cá um abraço.