Pensei que me restaria algum tempo de português correto antes de lidar com as gírias infames.
Ledo engano:
- Nuuuu, véi! Maneiro!
- Credo, filho, quem te ensinou a falar assim?
- Ops, foi mal aí, mãe.
E lá se foi o que era para ser um pedido de desculpas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Dúvida cruel, parte II
A mãe de uma coleguinha dos meninos veio contar:
- Sabe como a Gabi chama os dois?
- Como?
- João e Outrojoão.
- Sabe como a Gabi chama os dois?
- Como?
- João e Outrojoão.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dúvida cruel
- Mamãe, eu adoro brincar com o Davi.
- Que bom, filho, fico feliz!
- Só tem um problema.
- Qual?
- Eu nunca sei quem é o Davi.
- Que bom, filho, fico feliz!
- Só tem um problema.
- Qual?
- Eu nunca sei quem é o Davi.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Só um pedido, por garantia
É comum eu passar apertos com os baixinhos.
Só que uns são mais apertados que outros.
Como o de outro dia, no posto de gasolina.
Precisei pagar a conta com cartão, cuja maquininha residia na loja de conveniência ao lado.
- Ô, moço, não posso ir lá dentro. Tô com o carro cheio de menino - disse, tentando sensibilizar o frentista.
Em vão.
Não me restou alternativa a não ser promover o baixinho a vigia da tropa e torcer para a operação ser o mais rápida possível. Parei o carro na porta da loja e adverti o pequeno:
- Filho, a mamãe precisa pagar a gasolina lá dentro. Fique de olho nos irmãozinhos que eu volto já. E vocês, irmãozinhos, obedeçam o Pedro, ele é o mais velho.
Tranquei o carro e entrei na loja com o coração na mão. A fila estava maior do que eu podia esperar. E o que era para ser rapidinho, demorou mais do que o baixinho conseguiu suportar. Ao vê-lo me procurando com os olhos, perto do desespero, pedi pra furar fila e dei logo um jeito naquilo. Incluí na conta o chips preferido do pequeno e o presenteei por bom comportamento.
Ele ficou feliz da vida com o prêmio inesperado.
E eu, refeita do frio na barriga, fiquei pensando.
Quantos apertos a vida ainda nos reserva?
E quantos deles eu conseguirei resolver com chips?
Só peço a Deus que nos livre de todo mal e perigo.
Que ninguém nunca roube o carro com menino dentro,
que ninguém nunca bata no carro com menino dentro
e que a mamãe nunca tenha um piripaque com menino por perto.
O resto a gente dá jeito.
Amém.
Só que uns são mais apertados que outros.
Como o de outro dia, no posto de gasolina.
Precisei pagar a conta com cartão, cuja maquininha residia na loja de conveniência ao lado.
- Ô, moço, não posso ir lá dentro. Tô com o carro cheio de menino - disse, tentando sensibilizar o frentista.
Em vão.
Não me restou alternativa a não ser promover o baixinho a vigia da tropa e torcer para a operação ser o mais rápida possível. Parei o carro na porta da loja e adverti o pequeno:
- Filho, a mamãe precisa pagar a gasolina lá dentro. Fique de olho nos irmãozinhos que eu volto já. E vocês, irmãozinhos, obedeçam o Pedro, ele é o mais velho.
Tranquei o carro e entrei na loja com o coração na mão. A fila estava maior do que eu podia esperar. E o que era para ser rapidinho, demorou mais do que o baixinho conseguiu suportar. Ao vê-lo me procurando com os olhos, perto do desespero, pedi pra furar fila e dei logo um jeito naquilo. Incluí na conta o chips preferido do pequeno e o presenteei por bom comportamento.
Ele ficou feliz da vida com o prêmio inesperado.
E eu, refeita do frio na barriga, fiquei pensando.
Quantos apertos a vida ainda nos reserva?
E quantos deles eu conseguirei resolver com chips?
Só peço a Deus que nos livre de todo mal e perigo.
Que ninguém nunca roube o carro com menino dentro,
que ninguém nunca bata no carro com menino dentro
e que a mamãe nunca tenha um piripaque com menino por perto.
O resto a gente dá jeito.
Amém.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Dor de cotovelo
Pronação dolorosa.
É isso que faz o cotovelo do João sair do lugar.
Foram dois episódios em 10 dias.
E, ao que tudo indica, serão muitos mais até os quatro anos.
Tamanha reinscidência, pedi que o ortopedista me ensinasse a voltar o danado pro lugar.
Em vão, é claro.
Nossa sorte é que a tia Binha estudou o caso na aula de ortopedia e disse que, da próxima vez, ela mesma resolve o problema.
Então é isso.
Posso dizer que eu e minha tropa estamos razoavelmente protegidos.
Um irmão pediatra e uma irmã metida a ortopedista.
Só me falta um cirurgião perdiátrico...
É isso que faz o cotovelo do João sair do lugar.
Foram dois episódios em 10 dias.
E, ao que tudo indica, serão muitos mais até os quatro anos.
Tamanha reinscidência, pedi que o ortopedista me ensinasse a voltar o danado pro lugar.
Em vão, é claro.
Nossa sorte é que a tia Binha estudou o caso na aula de ortopedia e disse que, da próxima vez, ela mesma resolve o problema.
Então é isso.
Posso dizer que eu e minha tropa estamos razoavelmente protegidos.
Um irmão pediatra e uma irmã metida a ortopedista.
Só me falta um cirurgião perdiátrico...
Até tu, filho?
O pequeno não escondeu o espanto ao ver um anão na rua. Já prevendo os questionamentos, antecipei as respostas:
- Ele é um anão, filho. É um adulto que não cresceu.
- Como isso aconteceu? - perguntou ele, preocupado.
- Não sei, ele já nasceu assim.
E veio a pior pergunta de todas:
- Você não vai ficar assim não, né, mãe?
De duas uma.
Ou ele acha que eu ainda vou crescer mais,
ou ele acha que eu preciso crescer mais.
- Ele é um anão, filho. É um adulto que não cresceu.
- Como isso aconteceu? - perguntou ele, preocupado.
- Não sei, ele já nasceu assim.
E veio a pior pergunta de todas:
- Você não vai ficar assim não, né, mãe?
De duas uma.
Ou ele acha que eu ainda vou crescer mais,
ou ele acha que eu preciso crescer mais.
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